sábado, 14 de abril de 2012

Professor morre em hospital do Recife e família diz que foi negligência

Parentes de um homem que morreu no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), no Recife, formalizaram uma queixa de negligência junto ao Conselho Regional de Medicina em Pernambuco (Cremepe). Segundo a família do professor José Ribeiro Dantas Filho, 58 anos, ele foi atendido apenas por enfermeiros enquanto esteve internado. "Eu acredito que tenha sido uma negligência muito grande, não sei se do hospital ou dos médicos que estavam escalados", afirma a filha dele, Mariana Medeiros Dantas, funcionária pública.Antes de chegar ao HAM, o paciente passou pelo Hospital Regional de Goiana e pelo Hospital da Restauração. O quadro era considerado estável, apesar de ele ter sofrido um infarto poucos dias antes. Mais de dez mil pacientes são atendidos todos os meses nas emergências do HAM – uma das principais é a cardiológica, credenciada como Unidade de Alta Complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A morte do professor foi confirmada no dia 8 de abril. A causa, infarto agudo do miocárdio, foi atestada por uma necropsia, feita a pedido da família. O professor chegou ao Agamenon Magalhães no dia 2 de abril. "Ele foi acompanhado pelos médicos até o dia 4, uma quarta-feira, aguardando o exame de cateterismo, que revelaria se ele precisaria de uma cirurgia ou não. O médico, na quarta-feira, foi lá e disse a ele que o exame seria na segunda (9). Depois do dia 4 nenhum médico visitou nem fez a evolução médica", conta Mariana.“No sábado à noite ele não conseguiu dormir, ficou sentindo dores nas costas e se engasgando com água e a enfermeira disse assim: eu vou dar uma dipirona, se passar, é porque não é o coração. A esposa do meu pai ficou o tempo todo ao lado dele e que nenhum médico apareceu”, relata a filha.
A Secretaria Estadual de Saúde não quis gravar entrevista. Em nota, a direção do hospital garantiu que o paciente teve assistência médica em todo o período em que esteve internado. De acordo com o hospital, no domingo (8), José Ribeiro Dantas Filho teve um agravamento súbito do quadro, com parada cardíaca. Os médicos tentaram fazer o procedimento de ressuscitação, mas ele não resistiu.
G1 NOTICIA

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